sexta-feira, 25 de maio de 2012

Taxa de juros e o perigo da inflação


Hoje venho publicar um texto do Eric Brasil, que foi publicado no site o barômetro. Muito o texto, vale a pena conferir.
Num movimento de queda significativo, de junho de 2011 a maio de 2012, o juro real (juro nominal descontado da inflação) no Brasil saiu do nível de 7% para um patamar abaixo dos 2,5%.
Queda na Selic, política agressiva de redução dos juros nos bancos estatais, mudanças na regra de remuneração da poupança e maior tolerância com a expectativa inflacionária estão entre as ferramentas usadas pela equipe econômica do Governo Dilma para levar os juros reais do país a níveis historicamente baixos e já bastante próximos dos 2% prometidos pela Presidenta até o fim do seu mandato.
De fato, se o país conseguir conciliar taxas de juros reais tão reduzidas com controle da inflação estaremos vivenciando uma melhora institucional histórica para a economia brasileira. Mas o “porém” é sempre, infelizmente, a questão da estabilidade das taxas de inflação. E esta é exatamente a aposta da equipe econômica do Governo, ou seja, Eles acreditam que é possível atingirmos juros reais mais baixos sem alimentarmos o dragão da inflação.
Nem todos pensam assim. Na semana passada, após o anúncio das mudanças nas regras de remuneração da poupança (que deve vir acompanhado de novas quedas da Selic), analistas de mercado já começaram a rever suas previsões para a inflação medida pelo IPCA, principalmente em 2013 (os últimos dados do relatório Focus divulgado pelo Banco Central mostram estes ajustes nas expectativas inflacionárias do mercado). Diversos economistas também estão alertando para os riscos do juro real estar em patamar muito baixo, com a economia caminhando para uma demanda acima do PIB potencial, o que exigirá que o Banco Central volte a elevar a Selic no futuro próximo.
De minha parte, confesso que me causa certa preocupação imaginar que esta possibilidade de conciliar baixo juro real com inflação controlada pode estar calcada única e exclusivamente no cenário de recessão global e que ao menor movimento de reaquecimento da economia mundial podemos nos descobrir num ambiente indesejado de superaquecimento da demanda. Além disso, é fato que a política monetária de redução dos juros leva um tempo para gerar efeitos reais sobre a produção e o consumo, portanto, mesmo que a economia mundial continue patinando, é cedo para dizermos que já conhecemos os reais efeitos do atual nível dos juros reais.
De qualquer forma, tomara que Eles estejam certos.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Tributação e as empresas

Boa noite,
Hoje escrevi uma resenha sobre um artigo da revista Veja que saiu em uma edição de abril do mês passado.

O autor indaga o leitor a refletir a questão da tributação em nosso país. Nóbrega afirma que nenhuma empresa paga tributo algum e que, na verdade, elas apenas são responsáveis pelo recolhimento. O que ocorre aqui no Brasil é que alguns impostos acabam se misturando no custos de produção, reduzindo a competitividade das empresas.
Outra questão levantada é a complexidade da carga tributária: “O problema não é o tamanho da carga tributária, mas sua enorme complexidade, decorrente do cipoal de normas dispersas, confusas, irracionais. Para cumpri-las, as empresas brasileiras gastam 2.600” (Nóbrega, 2012, p. 30).
Esse trecho evidencia que, talvez, se nossa tributação fosse mais clara e simples de se entender, ocorreia uma maior eficiência nos impostos cobrados.
Para Nóbrega é quase impossível a redução da carga tributária visto que seu tamanho é consequência do nível de despesas obrigatórias com educação, saúde, etc., por isso “ a quase impossibilidade de diminuir o peso dos tributos recomenda que se mobilizem a opinião pública e a classe política em prol da simplificação do sistema tributário, particularmente do seu mais complexo e ineficiente imposto, ICMS” (Nóbrega, 2012, p. 30).
A eficiência dos impostos é o ponto chave para resolver a questão tributária no Brasil e para mostrar tal eficiência Nóbrega apresenta o resultado de uma pesquisa feita pelo professor Peter Lindert, da Universidade da Califórnia em Davis. Esse estudo fez um comparativo entre o sistema americano e o sueco. Embora a carga tributária americana seja menor que a dos suecos, o sistema da Suécia é mais eficiente. Para Lindert, a superioridade do sistema sueco é dada pela maneira de tributar o consumo, se baseando no método do valor agregado. Já o sistema americano tributa o consumo mediante um imposto no varejo, o sale tax, que é simples apenas na aparência.
Enfim, o Brasil pode superar esses entraves que ocorrem na tributação e utilizar o método de tributação pelo valor agregado pode ser considerado um passo importante, que já foi tomado. A próxima etapa é resolver a questão do ICMS – que como Nóbrega diz “é o cerne do manicômio tributário” – sendo este passo um problema mais político que econômico.

domingo, 25 de março de 2012

A queda da Taxa Selic

Pessoal,
Hoje eu trouxe uma reflexão minha sobre as últimas noticias em relação aos juros.

O governo, nessas últimas semanas, veio tomando coragem e começou a enfrentar a pressão que sofria para manter a Selic elevada. A verdade é que essa política de redução da taxa básica de juros visa, essencialmente, estimular o investimento das indústrias em aquisição de máquinas e equipamentos fazendo com que cresça a participação da indústria no PIB.
Uma taxa de juros mais elevada estimula as grandes empresas fazer aplicações financeiras, uma vez que o retorno esperado é maior do que se esse fosse usado para comprar novas máquinas, por exemplo.
A Selic ficando abaixo dos 10% estimula os empresários a adquirirem novas tecnologias para serem aplicadas em suas empresas, provocando o aumento da produção de suas firmas e, muito provavelmente, fazendo com que o retorno financeiro seja maior do que se esse capital fosse aplicado no mercado de ações.
É claro que esse é um modelo macroeconômico que nem sempre reflete a realidade, mas eu acredito que as chances desse fato ocorrer são elevadas dado que as grandes empresas já estão anunciando novos investimentos em capital intelectual.

Abraço à todos

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Um pouco de História Econômica

Pessoal,

Vale a pena dá uma lida nesses dois caras sensacionais. Vou deixar um resuminho deles para quem tiver interesse em saber mais sobre suas e teorias, diga-se de passagem muito bem fundamentadas.
Robert Solow -
Robert Merton Solow, economista norte-americano, nascido em New York, obteve o Prêmio Nobel de Economia em 1987 por suas contribuições à teoria do crescimento econômico.
Estudou em Harvard e exerceu a docência no Massachusetts Institute of Technology, além de ter sido assessor do Presidente Kennedy.
Sua contribuição mais conhecida é o modelo neoclássico do crescimento, considerado a resposta ortodoxa ao modelo keynesiano de Harrod-Domar, publicado num artigo de 1956. Seus estudos econométricos sobre o investimento em capital fixo e a influência da tecnologia nos aumentos da produtividade, iniciados num artigo de 1957, marcam as origens da chamada "contabilidade do crescimento". Neste artigo separou a contribuição ao crescimento econômico da quantidade de trabalho e capital, do efeito relativo à mudança técnica. Também trabalhou na análise econômica dos recursos não renováveis.

 Paul Samuelson -Paul Anthony Samuelson é um economista americano nascido em Gary, Indiana. Obteve o Prêmio Nobel de Economia em 1970 pelo trabalho científico por meio do qual desenvolveu a teoria econômica estática e dinâmica, contribuindo ativamente para elevar o nível da análise na ciência econômica.
É autor do manual de economia mais vendido da história, que, além de fazê-lo extraordinariamente rico, serviu para formar muitas gerações de economistas de todo o mundo.
Além de pedagogo e divulgador, tem muitas contribuições originais. Samuelson é especialmente interessado nos aspectos dinâmicos da economia. Seu principal mérito é, quiçá, ter realizado a chamada "síntese neoclássica", isto é, a fusão num conjunto coerente da economia de Keynes com a de seus predecessores.

Fonte:http://www.corecon-rj.org.br/

O exemplo da Kodak

Boa noite pessoal,

Todos já estão sabendo que a Kodak pediu moratória(recurso jurídico que é concedido para a empresa que possibilita a continuação do comércio daquela empresa mesmo que ela seja incapaz de pagar suas dívidas) e ela vai acabar servindo de exemplo para o post de hoje.
Até mesmo eu que não nenhum diretor executivo de uma grande empresa sei que é fundamental investir em pesquisa e em desenvolvimento, pois só assim conseguimos manter sempre atualizado a tecnologia do produto que estamos vendendo. E foi isso que a Kodak fez. Investiu em tecnologia e assim criou a primeira máquina digital por volta da década de 1975.
O problema foi que ela não acreditou que aquele produto iria se firmar no mercado e então continuou fazendo o que vinha fazendo desde sua fundação: fotografia por filme.
O que se pode concluir é que até mesmo gigantes como a Kodak podem ficar endividados ou até mesmo ir a falência se não prestarem atenção nas mudanças que acontecem no mercado, pois é o mercado quem vai mostrar se aquele produto atende as vontades dos consumidores.
É claro que não podemos deixar de falar que a Kodak tinha fortes concorrentes como a Apple e a HP e isso é mais um agravante para ela porque essas duas empresas investiram muito em pesquisa e desenvolvimento.
A Kodak anunciou que conseguiu um crédito do Citigroup de US$ 950 milhões, que será pago em 18 meses.
Agora é esperar e ver qual vai o comportamento do mercado de ações depois dessa notícia.

Abraço a todos.

domingo, 14 de agosto de 2011

Três interpretações sobre as causas da crise

O objetivo desse texto é mostrar, de forma resumida e simples, as três principais visões sobre as causas dessa crise que vem abalando os EUA.

A primeira interpretação é compartilhada pelas correntes tradicionais da economia. Eles se baseiam na questão da responsabilida de fiscal e problemas de risco moral, que são facilitadas pela ação regulatória do Estado, as políticas monetária frouxas causaria a irresponsabilidade de alguns agentes do mercado.

A segunda proposta é idealizada por autores de esquerda e marxistas. A crise seria causada fundamentalmente devido a estgnação dos salários e concentração de renda que, quando associados aos déficits comerciais e fiscais provocaria um aumento do endividamento das famílias e assim a demanda agregada diminuiria.

A terceira linha de pensamento baseia-se na tradição keynesiana apontando como uma das principais causas os problemas monetários, como a emissão de moeda para pagar o déficit público.
Eu, particularmente, acredito que as políticas monetárias frouxas (primeira interpretação), os déficits comerciais e fiscais (segunda visão) e o problema da ''senhoriagem''(emissão de papel moeda para saldar dívidas) seriam as principais causas dessa crise. Porém, cabe a cada um de nós avaliar a lógica de cada uma das visões e escolher aquela em que nosso raciocínio se encaixa melhor.

Abraço à todos.

Fonte: Jornal dos Economistas nº 264 de julho de 2011

Tipos de bancos

Bom dia pessoal,
Hoje vou falar um pouco dos tipos de instituições bancárias e suas funções no mercado financeiro.

Banco comercial - são os bancos mais comuns (Itaú, Banco do Brasil, etc.). As funções desses bancos são principalmentes estas: receber depósito à vista, possibilitar crédito de curto e médio prazo, tem capacidade de criar moeda e fazem operações de câmbio.

Banco de investimento - Tem como principal característica fazer empréstimos de médio e longo prazo e não recebem depósitos à vista. Também não abrem contas correntes e possuem um fundo de investimento para as pessoas aplicarem.

Bancos de desenvolvimento - normalmente são bancos públicos que fazem empréstimos de médio e longo prazo para investimentos (obras de infra-estrutura, por exemplo) do governo. Esses bancos são fundamentais para melhorar o desenvolvimento regional do país.

Bancos multiplos - são as instituições que operam duas ou mais funções citadas acima.

A ''saúde'' dos bancos é fundamental para que o sistema financeiro funcione de forma equilibrada. O mercado monetário depende muito de como os bancos e outras instituições não-bancárias estão de ''saúde''. E para fiscalizar esse sistema existe o Banco Central que possui várias funções, tais como:

1- Executor da política cambial;
2- Fiscalizar e intervir nas instituições financeiras;
3- Autoridade emissora de papel moeda.

Essas são só algumas funções do Bacen (Banco Central).

Abraço à todos.